A influência vai da sisudez experimental do pós-punk (Joy Division) e algum ritmo global escolhido: no caso, África e Oriente Médio. O nome lúdico pode apontar certa inocência, mas a dupla espanta a crítica anti-hype de world music, fortalecendo que a busca pelo estrangeiro exótico é interessante pelas novas formas de composição musical. "Em 2008 muitos artistas provaram isso", dizem eles no MySpace, listando El Guincho, Late of the Pier, The Big Pink e claro, Gang Gang Dance, banda que eles acompanharão em turnê futura.
O EP recente é Kabukimono, e transporta certa sensualidade de funk 70s nigeriano para a introspecção cabeçuda das guitarras oitentistas. "Haunted Hall", "Holiday in Congo" e "I Know I See I Love I Go", que você ouve logo ao pé da matéria, são bons exemplos: mais dopadas que o histérico Gang Gang Dance, hipnotizantes e de certo ar amador, um rock folclórico e de descompromisso regional.
Tiffany soa por vezes como uma cambojana estricnada, Dengue Fever meets M.I.A., e a guitarra universal do dance punk serve a quem não quer saber de africanismo. Toda uma profusão de sabores musicais, que confirmam o já clichê da globalização de que as fronteiras não existem mais.

Nenhum comentário:
Postar um comentário